domingo, 13 de maio de 2012

[NEWS] Incêndio destrói 30 anos de pesquisa na Unesp

Incêndio destrói 30 anos de pesquisa na Unesp

JOSÉ MARIA TOMAZELA - Agência Estado

Um incêndio destruiu, na manhã desta segunda-feira, parte de um prédio da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, a 235 quilômetros de São Paulo. As chamas queimaram duas salas e um laboratório de pesquisas de produtos de origem animal. Em uma das salas, da vice-diretoria da faculdade, o fogo danificou documentos e um arquivo contendo pesquisas científicas de até trinta anos atrás. Parte desse acervo não pode mais ser recuperada.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo começou provavelmente após um curto-circuito nas instalações elétricas. No prédio atingido funcionava o Serviço de Inspeção de Alimentos e de Produtos de Origem Animal, cujas pesquisas serviam de base para a atuação de agentes da inspeção sanitária. O vice-diretor da Faculdade de Veterinária, José Paes de Almeida Nogueira Pinto, disse que muitos documentos importantes para a instituição foram consumidos pelo fogo. A sala ficou destruída: janelas envidraçadas explodiram e parte do telhado caiu. O vice-diretor acompanhou o combate às chamas, mas não conseguiu salvar o acervo.
A faculdade não tinha aulas nesta segunda-feira por causa do feriado prolongado devido ao dia do trabalho, na terça-feira. No local, estavam apenas uma faxineira e o fiscal federal Jean Joaquim, do Ministério da Agricultura e Pecuária, que trabalha na unidade. Ele disse que o fogo se alastrou rapidamente e atingiu também a cozinha. Joaquim ainda tentou apagar as chamas com um extintor, mas havia risco de explosão dos botijões de gás. O Corpo de Bombeiros isolou a área. O fogo foi controlado no final da manhã, mas tudo ficou destruído.
Uma das salas atingidas tinha todo o material científico produzido por dois professores da universidade que pesquisavam a produção e a inspeção de alimentos de origem animal, como a carne, o leite e seus derivados. Havia ainda trabalhos de pesquisa em campo produzidos ao longo de três décadas. Os estudos mais recentes estavam em arquivos digitais e podem ser recuperados. Já as pesquisas mais antigas perderam-se. O vice-reitor informou que o prédio havia sido reformado recentemente e muitas instalações eram novas. As causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil. A previsão é de que o laudo do Instituto de Criminalística (IC) fique pronto em duas semanas.


Fonte: Estadão

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Fogo na Unesp de Botucatu destrói laboratório e salas

JOSÉ MARIA TOMAZELA/SOROCABA E PAULO SALDAÑA - O Estado de S. Paulo

Um incêndio destruiu, na manhã de ontem, parte de um prédio da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, a 235 km de São Paulo. As chamas destruíram duas salas e um laboratório de pesquisas de produtos de origem animal. O vice-diretor da faculdade, José Paes de Almeida Nogueira Pinto, estima que o prejuízo chegue a R$ 500 mil.
Uma das salas atingidas foi exatamente a da vice-diretoria ocupada por Nogueira Pinto. O fogo queimou documentos e um arquivo com pesquisas científicas de até 30 anos. Parte desse acervo não pode ser recuperada.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo começou provavelmente após um curto-circuito nas instalações elétricas. No prédio atingido funcionava o Serviço de Inspeção de Alimentos e de Produtos de Origem Animal, cujas pesquisas serviam de base para a atuação de agentes da inspeção sanitária.
O vice-diretor disse que muitos documentos importantes para a instituição foram consumidos pelo fogo. A sala ficou destruída: janelas envidraçadas explodiram e parte do telhado caiu. Ele acompanhou o combate às chamas, mas não conseguiu salvar o acervo. "Minha sala foi totalmente destruída. Minha vida de 30 anos nesta faculdade estava naquela sala. Perdi livros antigos que não dá para recuperar", diz Nogueira Pinto, de 54 anos, que também é professor de inspeção sanitária.
Fumaça. A faculdade não tinha aulas ontem por causa do feriado prolongado. No local, estavam apenas um faxineiro, um segurança e o fiscal federal Jean Guilherme Fernandes Joaquim, do Ministério da Agricultura e Pecuária. Joaquim estava de plantão em um escritório que o ministério tem na unidade, por volta das 9 horas. "O faxineiro me avisou que havia fumaça saindo de uma sala, usada como almoxarifado. Quando abrimos a porta, o fogo já estava forte", contou Joaquim.
Os dois correram para fora do prédio e perceberam que as chamas se alastravam com velocidade e uma fumaça preta e densa saia pelo telhado. Enquanto os bombeiros não chegavam, Joaquim tentou apagar as chamas com um extintor da faculdade, sem muito sucesso,
"A gente ouvia várias explosões de vidro e ainda havia o risco de explosão dos botijões de gás, que ficam bem perto. Por sorte o fogo não chegou à secretaria. O estrago seria maior".
O Corpo de Bombeiros isolou a área. O fogo foi controlado no final da manhã, mas tudo ficou destruído.
Perdas. Uma das salas atingidas tinha todo o material científico produzido por dois professores da universidade que pesquisavam a produção e a inspeção de alimentos de origem animal, como a carne, o leite e seus derivados. Pesquisas mais antigas se perderam de forma definitiva. A maioria dos estudos mais recentes estava em arquivos digitais e pode ser recuperada.
"Duas coletas de dados realizadas no último mês se perderam. Eram de uma pesquisa realizada em conjunto com o pessoal da USP, análises de qualidade higiênica sanitária de carcaças de bovinos", explicou o vice-diretor, Nogueira Pinto.
"Tínhamos acabado de comprar material biológico para pesquisa e uso no laboratório, que custou R$ 90 mil. Mas como muita coisa foi destruída, estufas, telhado, parte da sala, o prejuízo deve ficar em torno de R$ 500 mil", continuou.
O prédio havia sido reformado recentemente e muitas instalações eram novas. As causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil. O laudo do Instituto de Criminalística (IC) deve ficar pronto em duas semanas.


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Prédio da Unesp será recuperado

José Maria Tomazela - O Estado de S. Paulo

SOROCABA - A direção da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Botucatu, discute hoje a reforma do prédio da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, parcialmente destruído anteontem por um incêndio.
A estimativa inicial, segundo o vice-diretor da faculdade, José Paes de Almeida Nogueira Pinto, é de que o prejuízo seja de R$ 500 mil.
As chamas destruíram completamente duas salas, incluindo a da vice-diretoria, e um laboratório. Uma vistoria técnica vai definir se outras dependências também foram afetadas pelo fogo. Já se sabe que o incêndio comprometeu as instalações elétricas do prédio.
Também será feito um levantamento dos danos imateriais causados pelo incêndio, como a perda de material científico. Arquivos de pesquisas, teses de mestrado e relatórios de trabalho de campo produzidos nas últimas três décadas estavam em papel ou em computadores. A documentação foi consumida pelas chamas.
Busca. Ontem, apesar do feriado, funcionários fizeram uma busca nas salas incendiadas na tentativa de salvar documentos e objetos. Também foi iniciada a limpeza do local, trabalho que deve prosseguir hoje.
O diretor da faculdade, Luiz Carlos Vulcano, disse que a ala incendiada tinha passado por uma reforma recentemente e as instalações eram novas. A perícia do Instituto de Criminalística (IC), que pode apontar as causas do incêndio, deve ficar pronta na próxima semana.
Logo após o combate às chamas, os bombeiros que trabalhavam no local levantaram a hipótese de o incêndio ter sido causado por um curto-circuito no sistema elétrico.


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Incêndio destrói laboratório de veterinária da Unesp

SÃO PAULO - Um incêndio destruiu parte de um laboratório da faculdade de Veterinária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) em Botucatu, interior de São Paulo. Acervos, documentos e material de pesquisa de mais de 30 anos foram queimados. Ninguém ficou ferido.
Os bombeiros chegaram ao local após o fogo consumir parte do telhado de amianto e os vidros das janelas, temperados, estourarem. A fumaça podia ser vista de longe. As chamas foram controladas em 30 minutos. Três salas foram destruídas.
Uma sala com mais de 200 produtos químicos, entre eles glicerina, próxima ao local onde o fogo começou, por sorte, não foi atingida. As causas do incêndio são desconhecidas.

Fonte: O Globo